Estudos revelam novas descobertas sobre os adoçantes e algumas alternativas mais naturais.
Uma solução brasileira aparece no mundo científico e na de alimentação. Uma planta mais doce que o açúcar, nativa do Brasil e do Paraguai: a estévia.
Usada como planta medicinal há séculos é a grande novidade do momento na Europa e nos Estados Unidos.
Ela não tem calorias e é 300 vezes mais doce que o açúcar. Mas como alguns consumidores não gostam muito do leve gosto de anis que a estévia deixa na boca, muitos fabricantes de alimentos costumam misturá-la a adoçantes artificiais.
Mas será que a estévia é segura? A EFSA (Autoridade Europeia para Segurança de Alimentos) acredita que sim, após ter conduzido uma análise de provas recolhidas em humanos e em animais em 2010. Foi concluído que a substância não provoca câncer e não é tóxica.
Por outro lado, a agência europeia também concluiu que não há provas de que a estévia ajude uma pessoa a perder peso ou a manter um peso saudável.
Isso porque não se sabe se há consequências quando o cérebro registra o sabor doce, mas não recebe a dose de açúcar que espera. Isso poderia, de alguma forma, induzir o corpo a liberar insulina demais, o que provocaria um ganho de peso a longo prazo.
Além disso, o grande mote dos adoçantes é que eles ajudariam as pessoas a saciar sua vontade por doces sem ganhar peso nem desenvolver o diabetes. Mas esses produtos já são vendidos há décadas e não parecem ter impedido a crise da obesidade que muitos países vivem hoje.
Por isso, se há uma lição a ser aprendida com todos os estudos feitos com os vários tipos de adoçantes disponíveis no mercado é que não existe uma categoria de adoçantes que seja boa ou ruim. Todos são diferentes e precisam ser pesquisados separadamente.
Sendo assim, talvez seja cedo para tomar uma decisão definitiva sobre o que colocar (ou não) no cafezinho daqui para a frente.

