Começa dia 14 de novembro o 1º Congresso Brasileiro de Design Inteligente, em Campinas, que reúne os principais adversários da teoria da evolução entre cientistas do Brasil.
Notícias – 08 de outubro de 2014
Começa dia 14 de novembro o 1º Congresso Brasileiro de Design Inteligente, em Campinas, que reúne os principais adversários da teoria da evolução entre cientistas do Brasil. Um dos organizadores é Marcos Eberlin, químico, membro da Academia Brasileira de Ciências e professor titular da Unicamp.
A Teoria do Design Inteligente (TDI) defende que a complexidade de seres vivos não pode ter surgido de uma matéria não viva e por ação de leis naturais. Segundo os estudos, há provas científicas de uma inteligência na criação dos seres vivos, mas que obviamente não discute quem é o criador.
Em entrevista à Folha de São Paulo, o pesquisador declara: “Cientificamente, eu sei quais são os meus limites, sei que nunca será possível demonstrar que inteligência seria essa. Tem gente que vai dizer que é o Deus bíblico, tem gente que vai dizer que são os ETs, ou que é uma força que permeia o Universo. Mas mostrar que houve essa ação inteligente é uma proposta científica válida”. Quando perguntado sobre grupos que tendem a misturar ciência e religião, o cientista responde: “No nosso caso, não vejo esse viés. Tem agnóstico, tem espírita, tem católico e, lógico, tem evangélico também”.
O comitê científico do congresso é composto de biólogos a historiadores, predominando os químicos, das principais universidades Federais do país. Para Kelson de Oliveira, da Universidade Federal do Amazonas, a TDI é defendida por químicos porque os processos de formação da Terra “podem ser facilmente entendidos por um químico. Isso nos permite ver falhas que muitas vezes escapam a integrantes de outras áreas”. De acordo com eles, não há probabilidade de células serem geradas por reações químicas naturais.
Durante o congresso, deverá ser criada a Sociedade Brasileira do Design Inteligente e um dos principais objetivos é divulgar e promover manifestações para o ensino da TDI nas escolas. A proposta que é que os professores ensinem a TDI junto com o evolucionismo, pois a teoria de Darwin não é absoluta.
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