Um estudo revela que crianças de 5 e 6 anos de idade, que são religiosas distinguem realidade de ficção de forma diferente do que aquelas que não participam de ambientes religiosos.
Notícias – 04 de fevereiro de 2015
Os resultados de um estudo da Universidade de Boston revela que crianças de 5 e 6 anos de idade, que participam de um ambiente religioso distinguem realidade de ficção de forma diferente do que aquelas que não participam de ambientes religiosos.
Durante a pesquisa, quando as crianças ouviram histórias que descreviam “eventos impossíveis provocados por intervenção divina,” as que iam à igreja ou escolas bíblicas julgaram que os protagonistas eram pessoas reais, ao passo que as crianças que não participavam desses ambientes julgaram os protagonistas como ficção.
A tendência para as crianças que usaram Deus como uma explicação para os eventos extraordinários apresenta níveis mais elevados de crença e tendem a aumentar com a idade.
De acordo com a psicóloga Kathleen Corriveau, primeira autora do estudo, o mesmo se mostrou verdadeiro para histórias não religiosas.
Crianças não participantes de ambientes religiosos foram mais propensas a julgar o protagonista de histórias fantásticas, que normalmente incluíam eventos impossíveis, como ficção.
Os resultados sugerem que a exposição a ideias religiosas tem um impacto sobre a diferenciação das crianças entre realidade e ficção, e não apenas para as histórias religiosas, mas também para histórias fantásticas.
Os pesquisadores não explicaram exatamente por que isso acontece e se há ou quais são as consequências desse “problema de diferenciação”. Será isso realmente um problema?
Estudos anteriores tinham indicado que o envolvimento de Deus em uma história poderia influenciar a crença infantil na realidade dos personagens dessa história, mas não acreditar nos personagens fantásticos de uma história sem Deus.
O que se percebe é que crianças participantes de ambientes religiosos conseguem desenvolver com mais facilidade o que é do espírito. O ser humano é na realidade em primeiro lugar um espírito, que tem sentimentos e que habita em um corpo. Assim o que se revela nesse caso é a formação do que chamamos de fé, algo que pertence ao espírito e não ao corpo ou à alma.
Construir a fé em uma criança parece ser uma iniciativa saudável e pode evitar muitos dissabores futuros.

