Crianças religiosas

Um estudo revela que crianças de 5 e 6 anos de idade, que são religiosas distinguem realidade de ficção de forma diferente do que aquelas que não participam de ambientes religiosos.

Notícias – 04 de fevereiro de 2015

1054467_75868604Os resultados de um estudo da Universidade de Boston revela que crianças de 5 e 6 anos de idade, que participam de um ambiente religioso distinguem realidade de ficção de forma diferente do que aquelas que não participam de ambientes religiosos.

Durante a pesquisa, quando as crianças ouviram histórias que descreviam “eventos impossíveis provocados por intervenção divina,” as que iam à igreja ou escolas bíblicas julgaram que os protagonistas eram pessoas reais, ao passo que as crianças que não participavam desses ambientes julgaram os protagonistas como ficção.

A tendência para as crianças que usaram Deus como uma explicação para os eventos extraordinários apresenta níveis mais elevados de crença e tendem a aumentar com a idade.

De acordo com a psicóloga Kathleen Corriveau, primeira autora do estudo, o mesmo se mostrou verdadeiro para histórias não religiosas.

Crianças não participantes de ambientes religiosos foram mais propensas a julgar o protagonista de histórias fantásticas, que normalmente incluíam eventos impossíveis, como ficção.

Os resultados sugerem que a exposição a ideias religiosas tem um impacto sobre a diferenciação das crianças entre realidade e ficção, e não apenas para as histórias religiosas, mas também para histórias fantásticas.

Os pesquisadores não explicaram exatamente por que isso acontece e se há ou quais são as consequências desse “problema de diferenciação”. Será isso realmente um problema?

Estudos anteriores tinham indicado que o envolvimento de Deus em uma história poderia influenciar a crença infantil na realidade dos personagens dessa história, mas não acreditar nos personagens fantásticos de uma história sem Deus.

O que se percebe é que crianças participantes de ambientes religiosos conseguem desenvolver com mais facilidade o que é do espírito. O ser humano é na realidade em primeiro lugar um espírito, que tem sentimentos e que habita em um corpo. Assim o que se revela nesse caso é a formação do que chamamos de fé, algo que pertence ao espírito e não ao corpo ou à alma.

Construir a fé em uma criança parece ser uma iniciativa saudável e pode evitar muitos dissabores futuros.

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