Tecido acrobático Debora Scarcelli

Tecido acrobático é uma modalidade circense, onde o acrobata sobe pelo tecido e faz sua performance em alturas variadas. Entrevista com Debora Scarcelli


Revista 11 – Março / Abril 2014

Debora Scarcelli é ex-ginasta, professora de circo, artista, educadora física, administradora, apaixonada pela arte circense. 

Debora_Scarcelli_tecido_acrobatico_gente_nova_revista_052Tecido acrobático é uma modalidade circense, também conhecida como tecido aéreo ou tecido circense. Nessa atividade, o acrobata sobe pelo tecido e faz sua performance em alturas variadas. Acompanhe a entrevista que a Revista Gente Nova fez com a Debora Scarcelli.

GN – Como começou sua relação com o circo?

DS – Fui ginasta por 13 anos, no clube Palmeiras e quando encerrei a carreira fui fazer aulas de circo, fui vista pelos Diretores que me convidaram para trabalhar nos espetáculos e como professora.

GN – Onde é possível aprender ou praticar essa atividade?

DS – Hoje em dia há diversas academias voltadas para a prática exclusiva da atividade circense, mas também existem academias de musculação, clubes, escolas, pole dance, que incluíram o circo na grade de suas atividades.

Debora_Scarcelli_tecido_acrobatico_gente_nova_revista_circo_dos_sonhos_11GN – O tecido acrobático tem sido bastante destacado na mídia, sobretudo após as personagens das atrizes Juliana Xavier em “Rebeldes” e Nathalia Dill em “Avenida Brasil”. No entanto, quando começou essa transição dos picadeiros para as academias?

DS – Acredito que nos últimos anos o acesso de ex atletas, bailarinos, educadores físicos ao universo circense, como também os tradicionais circenses participando de forma mais efetiva da sociedade, como faculdades, trabalhos paralelos, gerou uma fusão entre diversas áreas o que acabou ficando interessante a prática da arte com atividade física.

GN – Além das habilidades artísticas, quais os benefícios de praticar tecido acrobático? E quais as partes do corpo que essa atividade mais trabalha?

DS – O tecido proporciona coordenação motora grossa, agilidade, concentração, desperta autoconfiança, além de favorecer principalmente os membros superiores e abdômen.

GN – A partir de que idade pode-se começar a praticar?

DS – Eu recomendo a prática a partir dos 5 anos, onde algumas habilidades motoras e sensoriais já foram desenvolvidas, e a prática só irá favorecer para a evolução do desenvolvimento.

Debora_Scarcelli_tecido_acrobatico_gente_nova_revista_02GN – Esse exercício não é recomendável para algum tipo de pessoa?

DS – Não recomendável para pessoas que possuem miastenia, mas de qualquer forma a aula tem que ser adaptada de acordo com o perfil e histórico médico de cada aluno e/ou turma.

GN – Que estrutura básica uma academia ou instituição precisa para começar a dar aulas de tecido acrobático ou contratar uma apresentação? É necessário muito investimento?

DS – Para o tecido, o próprio tecido tem que ser adquirido, pois é um tecido próprio para a modalidade, uma estrutura ou viga onde ele irá ser pendurado e com o ART emitido por um engenheiro. Para proteção em baixo do tecido, colchões de proteção. O Investimento inicial gera custos médios, porém há durabilidade dos materiais com boa manutenção.

GN – Força e concentração são pontos básicos nessa modalidade. Há atividades complementares que podem melhorar o desempenho no tecido?

DS – Sim. Qualquer outra prática esportiva favorece. Principalmente atividades que desenvolvam força e consciência corporal.

GN – Já falamos sobre apresentações circenses e academias. Existem outras atividades em que pode ser associada a prática do tecido acrobático?

DS – Eventos em geral, desde que possua estrutura segura para a prática.

GN – Algumas escolas adotam a ginástica olímpica como alternativa de atividade física para seus alunos. O tecido acrobático seria uma boa opção nesse quesito? Por que?

DS – Sim. Pois a criança desenvolve consciência corporal, força, coragem, equilíbrio, persistência, coordenação, além de “brincar” de ser um artista de circo.

Contato: debora.scarceli@hotmail.com

Confira um pouco do trabalho de Debora Scarcelli:

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